DA TEORIA MIASMÁTICA DE HIPÓCRATES À TEORIA germinal das enfermidades infecciosas.
DE PASTEUR TODAS AS DOENÇAS RESPIRATÓRIAS PASSAM PELOS PERCALÇOS DOS FLUXOS DO AR QUE RESPIRAMOS.

A principal causa de morte da pandemia de «gripe espanhola» foi a pneumonia secundária por pneumococos e por isso se chamou PNEUMÓNICA.

O seu aparecimento logo a seguir à 1ª grande guerra e o facto de ter matado mais gente do que a própria guerra nunca é devidamente explicado…e num entanto o nexo de causalidade é simples e conhecido pela sabedoria dos povos desde sempre: a trilogia dos cavaleiros do Apocalipse! A guerra, a fome e a peste andaram sempre ligadas e qualquer um destas pode iniciar um ciclo de terror, calamidade e hecatombe.

No caso da Pneumónica, a desnutrição provocada pela fome resultante da 1º guerra foi a causa da baixa imunidade precisamente nas classes etárias que tinham estado mais expostas à guerra e à eventualidade de participar nela, ou seja dos 20 aos 40 anos.

A movimentação de tropas de regresso a casa pelos adeptos do paradigma do RO no fim da guerra costuma ser usada para explicar a propagação rápida da pandemia mas não parece credível porque as gripes antes e depois das guerras sempre têm e tiveram um RO alto porque não precisa ser só de propagação de pessoa a pessoa porque, além de ter reservatórios naturais nos patos selvagens de arribação, na forma de «virião» (vírus cristalizado) funciona como uma partícula cristalina de pó e propaga-se em aerossóis pelas correntes de ar próximas das habitações e pelas correntes atmosféricas de massas de ar (vento) carregado de humidade e nevoeiro.

Os modernos teóricos dos modelos matemáticos de computador criados para doenças infecto contagiosas de transmissão rápida de pessoas a pessoa como o Ébola teimam em desprezar as formas indirectas de propagação dos vírus respiratórios e o resultado está à vista: todas as medidas de contenção de contactos pessoas a pessoas tomada com base neste modelo matemático para «aplanar a curva» falham e nesta pandemia falharam estrondosamente!
Porquê? Porque a gripe e a covid são vírus que provocam doenças respiratórias precisamente porque o ecossistema deste destes vírus são os fluxos aéreos que respiramos carregados de aerossóis cheios e onde os viriões navegam por longas distâncias de doente a pessoa sã e nunca na inversa.

Assim, outro grande erro desta pandemia foi o absurdo de pensar que os casos de assintomáticos eram infectantes. Não! Quem infecta são sempre os sintomáticos e doentes e, em caso de viroses de elevada letalidade só estes devem ser devidamente isolados do resto da população.

Por ser assim desde sempre conhecida a contagiosidade das doenças respiratórias é que os surtos são sempre maiores a seguir a dias húmidos e chuvoso e também, pelas mesmas razões, os resfriamentos as correntes de ar e as «molhas» foram sempre temidos como causas de gripes e pneumonias.

Estas tradições já eram conhecidos dos antigos o que levou Hipócrates, nos seus tratado «Dos Ares, Águas e Lugares» a criar a teoria miasmática que impedia os romanos de fundar cidades em locais insalubres por serem húmidos e pantanosos e que durou até Pasteur ter criado a microbiologia moderna.

Em conclusão, toda a inovação que despreza inteiramente o saber da tradição acaba em modernice de consequências desastrosas.

Texto retirado do facecebook do médico Artur José Felisberto